Os ministros rejeitaram por unanimidade um recurso da defesa de Pimenta. Ele confessou o assassinato de Sandra, morta em um haras localizado na cidade de Ibiúna. Na sessão desta terça, os ministros confirmaram decisão de Celso de Mello, que já tinha negado um recurso da defesa do jornalista.
Por sugestão da ministra Ellen Gracie, o ministro determinará ao juiz de Ibiúna a imediata execução da pena. "O jornalista valeu-se de todos os meios recursais postos à disposição dele. Enfim, é chegado o momento de cumprir a pena", enfatizou Celso de Mello.
Ellen Gracie, que costuma participar de encontros internacionais de Justiça, disse que o caso Pimenta Neves é um dos mais difíceis de ser explicado no exterior. "Como justificar que, num delito cometido em 2000, até hoje não cumpre pena o acusado?", ilustrou a ministra. Celso de Mello disse que a defesa do jornalista valeu-se de todos os recursos possíveis para contestar a condenação. Ellen Gracie e o ministro Carlos Ayres Britto afirmaram que a quantidade de recursos apresentada pela defesa de Pimenta Neves foi exagerada.
Na época do crime, o casal tinha rompido um relacionamento de quase três anos. Os dois trabalharam no Grupo Estado. Pimenta foi diretor de redação e Sandra editora do caderno de Economia. Ela morreu ao ser atingida por dois tiros, um na cabeça e outro nas costas.