Polícia

Cercado pela polícia em casa em SP, Pimenta Neves se entrega

Jornalista foi condenado por matar a namorada, Sandra Gomide, no ano 2000

Cercado pela polícia em casa, Pimenta Neves se entrega
Cercado pela polícia em casa, Pimenta Neves se entrega Foto : Robson Fernandjes / AE / CP
Cercado por policiais da Divisão de Captura da Polícia Civil, o jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves se entregou por volta das 20h desta  terça-feira. Os agentes chegaram à residência, no bairro de Santo Amaro, zona sul da capital paulista, às 18h30min para cumprir a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Cerca de uma hora depois, enquanto cercavam a residência e tentavam um acordo para que ele se entregasse, foram convidados a entrar. Sem mandado judicial e devido ao horário, eles não podiam invadir a residência.

Os ministros rejeitaram por unanimidade um recurso da defesa de Pimenta. Ele confessou o assassinato de Sandra, morta em um haras localizado na cidade de Ibiúna. Na sessão desta terça, os ministros confirmaram decisão de Celso de Mello, que já tinha negado um recurso da defesa do jornalista.

Por sugestão da ministra Ellen Gracie, o ministro determinará ao juiz de Ibiúna a imediata execução da pena. "O jornalista valeu-se de todos os meios recursais postos à disposição dele. Enfim, é chegado o momento de cumprir a pena", enfatizou Celso de Mello.

Ellen Gracie, que costuma participar de encontros internacionais de Justiça, disse que o caso Pimenta Neves é um dos mais difíceis de ser explicado no exterior. "Como justificar que, num delito cometido em 2000, até hoje não cumpre pena o acusado?", ilustrou a ministra. Celso de Mello disse que a defesa do jornalista valeu-se de todos os recursos possíveis para contestar a condenação. Ellen Gracie e o ministro Carlos Ayres Britto afirmaram que a quantidade de recursos apresentada pela defesa de Pimenta Neves foi exagerada.

Na época do crime, o casal tinha rompido um relacionamento de quase três anos. Os dois trabalharam no Grupo Estado. Pimenta foi diretor de redação e Sandra editora do caderno de Economia. Ela morreu ao ser atingida por dois tiros, um na cabeça e outro nas costas.

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