As investigações prosseguem, pois pelo menos outros dois suspeitos devem ser indiciados. O delegado Jardim fez questão de ressaltar que “não entrou no mérito de quem está por trás” e também não preocupou-se com “a camiseta ou bandeira” de cada um dos indiciados. “Investigamos apenas pessoas por atos delituosos”, assegurou. Ele acrescentou que as provas materiais contra os cinco indiciados estão em fotos e filmagens do tumulto, muitas delas mostrando o momento de arremesso de rojões, pedras e latas de lixos, além de depredações.
Entre os indiciados está um professor que já havia sido detido por jogar pedras contra a Catedral Metropolitana e o Museu Júlio de Castilhos durante manifestações. Já um outro investigado aparece cobrindo o rosto com um lenço vermelho após atirar um rojão para dentro da quadra onde estava a coordenação da audiência pública.
Conforme o titular da 1ª DP, os prejuízos no Ginásio Tesourinha chegaram a R$ 50 mil, mas o maior perigo foi que “o tumulto poderia ter resultado em tragédia” caso o público, estimado em 600 pessoas, entrasse em pânico. “Havia homens, mulheres, crianças e idosos”, observou. Ele lembrou que o tumulto deixou três feridos, sendo por isso acrescentado três Termos Circunstanciados no inquérito.
Paulo César Jardim afirmou ainda que, com exceção de um, os demais indiciados possuem antecedentes criminais, sobretudo por dano ao patrimônio público. Um dos homens tem também antecedentes por furto qualificado, ameaça, posse de entorpecente e crueldade contra animais. Já a mulher indiciada tem antecedentes por lesão, vias de fato e desacato.