Polícia

Colegas se despedem de policial morto a tiros em Butiá durante operação

Daniel Abreu Mendes, 40 anos, recebeu homenagens em cerimônia realizada no Auditório do Palácio da Polícia

Corpo será transladado para Brasília, onde a família de Daniel realizará um ato ecumênico e demais honras fúnebres
Corpo será transladado para Brasília, onde a família de Daniel realizará um ato ecumênico e demais honras fúnebres Foto : Fabiano do Amaral

Policiais civis gaúchos se despediram nesta tarde do colega Daniel Abreu Mendes, 40 anos, morto na manhã desta terça-feira durante operação no interior do Estado.

O policial recebe homenagens em cerimônia realizada no Auditório do Palácio da Polícia, em Porto Alegre. Após, o corpo foi levado em cortejo até o Aeroporto Salgado Filho, de onde partirá ainda nesta noite para Brasília. Uma aeronave da Brigada Militar fará o translado.
Na capital federal, a família de Daniel, com apoio da Polícia Civil do DF, realizará um ato ecumênico e demais honras fúnebres.

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A vítima era escrivão da Polícia Civil em Guaíba, na Região Metropolitana, e cumpria mandado de busca e apreensão na manhã desta terça-feira na cidade de Butiá, quando foi atingido por tiro. Ele deixa esposa e uma filha com 15 anos.

Por conta do deslocamento posterior até o Centro-Oeste, os atos ocorreram com o caixão fechado. Emocionados, os colegas tocavam as bandeiras da Polícia Civil e do Rio Grande do Sul sobre a urna funerária. Em nome de sua equipe, a delegada Karoline Calegari, titular da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, afirmou que Daniel era um policial vocacionado para a função, alegre e que tinha orgulho em servir à sociedade gaúcha.

"Daniel era o cara que pedalava a porta nas operações, era o primeiro a chegar. No dia a dia estava sempre alegre, cantando, sempre pronto a acolher. Obrigado, Daniel, por ter escolhido a nossa delegacia. Não vamos te esquecer”, afirmou Karoline.

Em nome da corporação, o chefe de polícia Fernando Antônio Sodré de Oliveira lamentou a perda. “Este é um momento difícil, triste. Confesso que uma das coisas que torci quando assumi a chefia de polícia é que eu passasse meus quatro anos sem perder nenhum colega morto em serviço. Este dia, infelizmente, chegou.”

O secretário de Segurança Pública, Sandro Caron, e o governador Eduardo Leite, foram ao Palácio da Polícia Prestar condolências.

"Se temos esperança de que podemos viver com paz e harmonia, em sociedade, é porque temos homens e mulheres que colocam sua própria vida em risco. Infelizmente nós temos hoje a perda de alguém, tão jovem, que se propôs a cumprir esta missão”, exaltou o governador.

O corpo de Daniel deixou o Palácio da Polícia por volta das 20h, após cerimônia de dobra das bandeiras, toque de corneta e salva de tiros executada por agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil.

Do Palácio até o aeroporto Salgado Filho, o caixão foi levado em cortejo. Centenas de viaturas, com sirenes ligadas acompanharam o carro funerário na última viagem do policial morto em serviço.