Polícia

Comando da Brigada Militar nega falhas em cerco a assaltantes em Cotiporã

Corporação deve adquirir equipamento capaz de captar calor humano para identificar criminosos em fuga

Comando da Brigada Militar nega falhas em cerco a assaltantes em Cotiporã
Comando da Brigada Militar nega falhas em cerco a assaltantes em Cotiporã Foto : André Ávila
Mesmo com a fuga dos criminosos envolvidos em assalto a fábrica de joias, no município de Cotiporã, a Brigada Militar (BM) considera que não houve falhas no cerco à quadrilha. De acordo com o subcomandante da Corporação, coronel Altair Cunha, é impossível ter um resultado 100% positivo num combate tão violento como o que houve na Serra. A informação obtida pela inteligência da BM é de que os assaltantes teriam atravessado uma parte rasa do rio das Antas durante a madrugada desta quarta-feira. 

Como o grupo driblou o patrulhamento aéreo, se escondendo embaixo de parreiras, a Brigada Militar pretende adquirir para as aeronaves equipamento capaz de captar o calor humano. A expectativa é de que pelo menos dois aparelhos sejam adquiridos ainda neste ano.

Os reféns comentaram que os policiais militares teriam se aproximado dos ladrões na mata, pois podiam ouvi-los. Segundo o subcomandante, a quadrilha é bem estruturada em nível de armamento, logística e comunicação, já que possui diversos celulares para contatar comparsas e rádios na frequência da Brigada Militar.

A partir de agora, a procura pelos bandidos, que teriam seguido em direção à região Metropolitana de Porto Alegre, será de responsabilidade do Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil (Deic). A Brigada Militar deve manter o reforço do efetivo em Cotiporã e arredores por mais uma semana com o objetivo de restabelecer o clima de segurança na cidade.

O assalto em Cotiporã

Na madrugada do último domingo, criminosos entraram em confronto com a Brigada Militar após uma tentativa de assalto à fábrica de joias Guindani. O grupo usou explosivos para detonar a empresa. Três bandidos morreram no conflito com os policiais, entre eles Elisandro Rodrigo Falcão, o homem mais procurado do Estado. Ele foi baleado no rosto ao tentar ultrapassar uma barreira policial.

Os foragidos fizeram o casal Ademir e Ivone Buratti, as quatro filhas e o genro reféns enquanto se escondiam em um matagal na região. Cerca de 20 horas depois, a Brigada Militar fez o resgate das vítimas. O governador Tarso Genro esteve com a família na terça-feira e ofereceu ajuda psicológica da Secretaria de Saúde.

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