Como o grupo driblou o patrulhamento aéreo, se escondendo embaixo de parreiras, a Brigada Militar pretende adquirir para as aeronaves equipamento capaz de captar o calor humano. A expectativa é de que pelo menos dois aparelhos sejam adquiridos ainda neste ano.
Os reféns comentaram que os policiais militares teriam se aproximado dos ladrões na mata, pois podiam ouvi-los. Segundo o subcomandante, a quadrilha é bem estruturada em nível de armamento, logística e comunicação, já que possui diversos celulares para contatar comparsas e rádios na frequência da Brigada Militar.
A partir de agora, a procura pelos bandidos, que teriam seguido em direção à região Metropolitana de Porto Alegre, será de responsabilidade do Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil (Deic). A Brigada Militar deve manter o reforço do efetivo em Cotiporã e arredores por mais uma semana com o objetivo de restabelecer o clima de segurança na cidade.
O assalto em Cotiporã
Na madrugada do último domingo, criminosos entraram em confronto com a Brigada Militar após uma tentativa de assalto à fábrica de joias Guindani. O grupo usou explosivos para detonar a empresa. Três bandidos morreram no conflito com os policiais, entre eles Elisandro Rodrigo Falcão, o homem mais procurado do Estado. Ele foi baleado no rosto ao tentar ultrapassar uma barreira policial.
Os foragidos fizeram o casal Ademir e Ivone Buratti, as quatro filhas e o genro reféns enquanto se escondiam em um matagal na região. Cerca de 20 horas depois, a Brigada Militar fez o resgate das vítimas. O governador Tarso Genro esteve com a família na terça-feira e ofereceu ajuda psicológica da Secretaria de Saúde.