Polícia

Combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes é debatido em projeto leopoldense

Temas como respeito aos limites, identificação de situações de risco, consentimento e abuso foram trabalhados na Associação Meninos e Meninas de Progresso e subsidiaram um grande painel

O tema faz parte da pauta permanente da instituição, que atualmente atende 260 integrantes, entre 6 e 17 anos
O tema faz parte da pauta permanente da instituição, que atualmente atende 260 integrantes, entre 6 e 17 anos Foto : Josi Firmo / Divulgação / CP

Cuidados com o corpo, respeito aos limites e identificação de situações de risco, utilizando uma linguagem simples e acolhedora, sem gerar medo ou confusão, além de conversas sobre violência sexual, consentimento, abuso, exploração nas redes sociais e aliciamento, incentivando a reflexão crítica, autonomia e proteção foram temas de debate junto às crianças e adolescentes atendidos pela Associação Meninos e Meninas de Progresso (AMMEP), no bairro Santos Dumont, em São Leopoldo.

As abordagens integraram os debates que deram vida à elaboração de um grande painel sobre o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado oficialmente em 18 de maio, mas de acordo com o técnico social da instituição, Lúcio Corvalão, o tema faz parte da pauta permanente da instituição, que atualmente atende 260 integrantes, justamente na faixa etária mais vulnerável a esse tipo de violência, entre 6 e 17 anos. Segundo dados do Ministério da Justiça, cerca de 150 estupros de crianças e adolescentes vulneráveis são registrados diariamente no Brasil.

Corvalão, que atua há mais de 18 anos na entidade, destaca que as educadoras sociais recebem formação e capacitação específica permanente para abordar o tema. "As educadoras sociais estão sempre buscando capacitação para tratar desse tema de acordo com a faixa etária, evitando interpretações contrárias aos objetivos de proteção, conscientização e promoção dos direitos das crianças e dos adolescentes", explica.

Fundadora e atual coordenadora da AMMEP, a assistente social Fabiane Bernardo da Silva destaca que o objetivo da instituição é proteger crianças, adolescentes e mulheres do território atendido pela entidade. "Nossa missão é garantir alimento, cidadania, inclusão e proteção em todos os aspectos. A exploração sexual e o estupro representam a crueldade do adulto", afirma Fabiane. Ela acrescenta que o trabalho de proteção vai além do período em que os educandos permanecem na instituição.

Fundada há 26 anos, a Associação atende atualmente, além dos 260 educandos, 79 crianças de 1 a 4 anos, suas famílias e um grupo de mulheres do território, que participa semanalmente de encontros com temas sugeridos pelas próprias participantes.

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