Cidades

Projeto leopoldense adere à Campanha do Banco Vermelho e reforça ações de combate à violência doméstica

O banco propõe uma reflexão sobre o aumento das estatísticas envolvendo mulheres , bem como o avanço de mecanismos de denúncias criados para dar voz às vítimas em potencial

Banco é símbolo internacional de combate à violência doméstica e ao enfrentamento de feminicídio
Banco é símbolo internacional de combate à violência doméstica e ao enfrentamento de feminicídio Foto : Sônia Bettinelli / Divulgação / CP

A inauguração do Banco Vermelho junto a sede da Associação Meninas e Meninos de Progresso (AMMEP), no bairro Santos Dumont, em São Leopoldo, reforça ainda mais o objetivo das atividades desenvolvidas pelo projeto junto às crianças, adolescentes e mulheres atendidas pelo programa: cuidar, proteger e acolher. Símbolo internacional de combate à violência doméstica e ao enfrentamento dos casos de feminicídio, o banco vermelho propõe uma reflexão sobre as estatísticas envolvendo mulheres como vítimas, bem como o avanço de mecanismos de denúncias criados para dar voz a vítimas em potencial.

Durante a entrega do certificado de adesão à campanha, a juíza Rebecca Roquetti Fernandes, titular do Juizado da Violência Doméstica de São Leopoldo, destacou a importância da ação. "É um símbolo de luto, mas também um chamado à reflexão sobre a necessidade de combater a violência doméstica. Que este seja um movimento de união, uma grande rede que se forma para enfrentar essa realidade que assola o nosso Estado", afirmou.

O vereador Fábio Bernardo ressaltou que uma de suas prioridades é incentivar os homens a assumirem responsabilidade no enfrentamento à violência contra as mulheres. "Quem comete a violência e o feminicídio são os homens, e por isso é nossa responsabilidade acabar com essa tragédia, que tira a vida de mulheres e deixa filhos e idosos desamparados", disse. Ele também destacou que a AMMEP atua em duas frentes: com crianças e adolescentes, promovendo a formação de adultos livres do machismo que transforma a mulher em propriedade; e com mulheres, para que reconheçam situações de violência.

Para a assistente social da instituição, Josi Firmo, os encontros realizados todas as quintas-feiras por um grupo de mulheres, que acolhe, escuta e fortalece a autoestima, têm promovido mudanças significativas. "É um processo gradual de reconhecimento do próprio valor e do direito de conduzir a própria vida. Há mulheres que voltaram a estudar e estão mudando sua postura, colocando-se como prioridade. Isso nos enche de orgulho e celebramos este avanço", destacou.

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