Nesta segunda-feira o município de São Leopoldo aderiu oficialmente à Campanha Banco Vermelho, em conjunto com o Judiciário, Câmara de Vereadores e setor privado. A proposta é ampliar a conscientização e fortalecer as ações de enfrentamento à violência contra a mulher, bem como os feminicídios, em todos os espaços da sociedade. Inicialmente a cidade vai contar com a instalação de nove bancos que ficarão espalhados no entorno de empresas e em espaços públicos, como unidades de saúde e delegacias.
A ação também prevê atividades pedagógicas nas escolas da rede municipal. O primeiro banco foi inaugurado no Fórum leopoldense, marcando simbolicamente o início das reflexões. A ideia é que a partir da mobilização e do ato nesta segunda-feira, novos bancos sejam instalados gradativamente, ampliando a rede de conscientização, acolhimento e apoio às vítimas no município.
O prefeito Heliomar Franco ressaltou o trabalho de todos os órgãos que compõem a rede municipal de enfrentamento à Violência Contra a Mulher e destacou a importância dos homens para fazerem as denúncias. “Os homens têm que se posicionar, não basta apenas a rede funcionar. Aqueles homens que sabem da violência doméstica praticada por outros homens contra as mulheres têm que se posicionar positivamente, porque eles também vão encontrar canais para denunciar e para agir em defesa das mulheres que estão sendo agredidas”, ressaltou.
A juíza do Juizado da Violência Doméstica de São Leopoldo, Rebecca Roquetti Fernandes, entende que a punição não é a única forma de solução para o problema. “Dependemos muito da educação da população, dos nossos meninos e meninas, para conversar sobre esse tema. O banco é um símbolo, uma forma de abrir diálogo e trazer essa pauta para a cidade. Queremos que as mulheres vejam o banco e sintam que podem ser acolhidas e que os homens entendam que não vamos tolerar o desrespeito e a violência contra as mulheres”, afirmou.
Sobre o Banco Vermelho
O projeto Banco Vermelho teve origem na Itália, em 2016. No Brasil, foi instituído pela Lei nº 14.942, de 31 de julho de 2024. A iniciativa consiste na instalação de bancos na cor vermelha em espaços públicos, com mensagens de reflexão sobre o feminicídio e outras formas de violência contra a mulher, além da divulgação de contatos para emergência e denúncia, como o Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher. Mais do que um símbolo, os bancos funcionam como espaços de alerta e acolhimento, reforçando que a violência contra a mulher é uma responsabilidade de toda a sociedade e que as vítimas não estão sozinhas.
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