Em meio a mais uma escalada de violência contra a mulher, com cerca de 20 feminicídios no Rio Grande do Sul e dezenas pelo Brasil até o mês de março, as instituições buscam formas de enfrentar essa realidade profundamente adversa. Trata-se de um crime que costuma ser de fácil identificação da autoria e de difícil prevenção. A repetição desses acontecimentos trágicos tem desafiado o poder público e a sociedade a encontrar uma saída que permita enfrentar com eficiência essa verdadeira epidemia de assassinatos que vem enlutando famílias e amigos das vítimas, interrompendo sonhos e ciclos de existências pela mão de criminosos e covardes.
No sentido de tentar estancar essa mortandade, diversas ações vêm sendo adotadas pelas autoridades dos diversos poderes e esferas. Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como o Ministério Público, têm divulgado medidas no âmbito de suas respectivas áreas de atuação. Com as forças de segurança não é diferente e, no Estado, tanto a Brigada Militar, com a Patrulha Maria da Penha, quanto a Polícia Civil, com as delegacias especializadas e operações temáticas, vêm tomando a frente desse embate contra o machismo e suas revoltantes consequências que se traduzem em mortes de gaúchas, as quais precisam ser evitadas e, quando isso não for possível, como desgraçadamente ocorre em muitas situações, punir os agressores e feminicidas com as penas da lei. Exemplo disso é a Operação Mulher Segura 2026, deflagrada pela Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher do Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis, com enfoque no combate à violência contra as mulheres. Essa iniciativa se insere em uma ofensiva mais ampla que será desenvolvida em todo o território nacional. O destaque é um mutirão, decisão tomada entre os três poderes por meio do Comitê do Pacto Brasil entre os Três Poderes, para a realização de um mutirão nacional para o cumprimento de cerca de mil mandados de prisão contra foragidos envolvidos com delitos de gênero, os quais seguem soltos no país.
Sem dúvidas, é preciso dar efetividade a esta questão tão delicada e os resultados precisam vir sem tardança. O condensado slogan de “Nenhuma vida a menos” segue como uma meta a ser atingida, com a civilização vencendo a barbárie e as mulheres tendo a sua dignidade humana respeitada e protegida.