Os fóruns de Pelotas e de Pedro Osório passaram a integrar à Campanha Banco Vermelho. A iniciativa internacional visa a conscientização sobre o enfrentamento da violência contra a mulher. O assento, pintado de vermelho, foi simbolicamente instalado na entrada dos locais, marcando o compromisso do Judiciário, com a promoção da igualdade e a defesa dos direitos das mulheres.
Para a juíza da Vara de Violência Doméstica de Pelotas, Michele Soares Wouters, a iniciativa busca sensibilizar a sociedade sobre a gravidade da violência de gênero e fortalecer a rede de proteção às vítimas. "O banco é um marco visível, que provoca reflexão e reforça a mensagem de que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva", enfatizou.
A rede de atendimento às vítimas, no município, conta com promotoria especializada, defensores para a vítima e o réu, Delegacia de Polícia da Mulher, Centro de Referência em Atendimento à Mulher, Casa de Acolhimento à Vítima, além de entidades voltadas à defesa e à divulgação dos direitos das mulheres. "A união de todosé de suma importância para a prevenção e o combate à violência", observou.
Nos bancos estão destacados os números de telefones de canais de denúncia como a Central de Atendimento à Mulher (180) e a Brigada Militar (190). O juiz de Direito da Comarca de Pedro Osório, Marcelo Cabral, evidenciou a importância da iniciativa. "Muito importante a instalação desse banco, pois vale como símbolo para que fique marcado em vermelho que a violência doméstica não deve ser tolerada", assinalou.
Os primeiros bancos vermelhos do Judiciário gaúcho foram instalados em novembro de 2023, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher, nos prédios do Foro Criminal, Foro Cível e no Palácio da Justiça, em Porto Alegre. Criada na Itália, em 2016, e adotada em diversos países, a campanha chegou ao Brasil com a promulgação de uma legislação, em julho de 2024, que prevê a instalação dos bancos em espaços públicos de grande circulação.
No Judiciário gaúcho, a ação é conduzida pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid/TJRS), em parceria com a Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ).