Teve início, nesta terça-feira, o julgamento do homem acusado de matar Brenda dos Santos Baptista, de 20 anos, em Porto Alegre. Na época do crime, ocorrido em junho de 2024, a jovem era namorada do réu. A previsão é que o júri se estenda até o turno da noite, com quatro testemunhas de acusação e três de defesa, além do depoimento do réu.
A sessão acontece na 4ª Vara do Júri do Fórum Central da Capital. De acordo com o Ministério Público, representado pela promotora Luciana Cano Casarotto, a vítima foi morta por asfixia, com um golpe conhecido como "mata-leão", e teve o corpo deixado em uma área de mata na Estrada João de Oliveira Remião, no bairro Lomba do Pinheiro.
Ainda segunda a acusação, a motivação do crime está relacionada ao fato da jovem ter informado ao acusado que estava grávida. A gravidez, no entanto, não foi comprovada. A denúncia é por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e contra a mulher por razões da condição de sexo feminino), além de ocultação de cadáver.
“O MPRS busca a condenação em um crime marcado pela crueldade e pela surpresa. O réu preferiu matar a namorada, que acreditava estar grávida, a assumir as consequências da gestação. A condenação é um ato de justiça, que reafirma que Porto Alegre não tolera violência extrema contra mulheres que confiam em quem, tragicamente, as mata”, afirmou a promotora Luciana Casarotto.
O réu foi detido em 17 de junho do ano passado, e permanece preso preventivamente desde então. Segundo a Polícia Civil, ele confessou o assassinato. A advogada Patrícia Savela, que representa o acusado, alega que ele é inocente e que foi coagido a fazer a confissão.
Leia a nota da defesa do réu
Esta defesa técnica assume o processo exclusivamente para atuar na Sessão de Julgamento. Entendo que é um caso de grande repercussão. De um lado a familia vítima clama por Justiça noutro a família do Bruno aguarda este momento para contrapor os argumentos trazidos pela acusação.
Com base nas informações contidas nos autos, a defesa irá tentar esclarecer as circunstâncias da confissão efetuada em sede de Delegacia e trazer ao conhecimento da sociedade uma série de questões que trazem dúvida no tocante a autoria deste homicídio. Ainda, informações no tocante a falsa gravidez, cronologia acerca da morte ainda não ganharam peso a favor do réu que não ostenta nenhum antecedente criminal. Esperamos um bom e justo julgamento.