Mais três acusados de envolvimento na morte e ocultação de cadáver da jovem Paola Avaly Corrêa foram condenados pelo Tribunal do Júri, em Porto Alegre. Na noite desta quinta-feira foram julgados Nathan Sirangelo, Bruno Cardoso Oliveira e Thais Cristina dos Santos. Outros três réus foram julgados na última terça-feira e também condenados.
Os réus foram condenados por homicídio qualificado (motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio) e ocultação de cadáver, sendo aplicadas as seguintes penas:
Penas
Nathan Sirangelo - 36 anos de reclusão em regime fechado.
Bruno Cardoso Oliveira - 31 anos de reclusão em regime fechado.
Thais Cristina dos Santos - 9 anos de reclusão. Poderá apelar em liberdade.
De acordo com a denúncia, Nathan Sirangelo seria o mandante do crime. Ele teria ordenado a execução de Paola de dentro da Cadeia Pública da Capital gaúcha, depois que a jovem, com quem manteve relacionamento, fez postagem que o desagradou, inclusive em relação à sua posição de liderança do tráfico de drogas. À Bruno Cardoso Oliveira é atribuído o planejamento e convocação dos comparsas. Thais Cristina dos Santos é acusada de ceder a casa para esconder a vítima, indicar o local e filmar a execução.
O processo tramita na 4ª Vara do Júri da Comarca de Porto Alegre, especializada em feminicídios, presidida pela titular da Vara, a Juíza de Direito Cristiane Busatto Zardo. Sete jurados, dentre cinco homens e duas mulheres, formaram o Conselho de Sentença. Cabe recurso da decisão.
Relembre o caso
Conforme as investigações do Ministério Público, a vítima foi raptada no dia 13 de maio de 2018, amarrada, jogada em uma cova feita num matagal e alvejada com tiros de arma de fogo. O corpo foi deixado no local e achado quatro dias depois, na Vila Tamanca, Bairro Lomba do Pinheiro. A morte foi causada por ferimentos no cérebro. A execução da jovem, de 18 anos, foi filmada, e o vídeo divulgado em aplicativo de mensagens e em redes sociais.
Ainda conforme a acusação, Vinicius Silva foi apontado como autor do rapto, ao lado de Carlos, e do disparo contra a vítima. Paulo Henrique teria participado cavando o buraco em que Paola foi colocada.