O Conselho Tutelar de Igrejinha informou que, apesar do acompanhamento inicial da rede de atenção, não recebeu denúncias envolvendo a família das duas irmãs gêmeas mortas entre os dias 7 e 15 de outubro na cidade do Vale do Paranhana.
Em nota, o Conselho disse não haver nenhum tipo de situação que levantasse suspeitas contra a família, depois de passarem a ser acompanhadas pelo órgão, depois que a família se mudou para Igrejinha no final de 2022. “Tampouco foi informado sobre qualquer suspeita de violação dos direitos das infantes que pudesse justificar uma nova intervenção".
As crianças, Manoela e Antônia, estavam frequentando normalmente a escola e não apresentavam sinais de negligência ou maus-tratos. As gêmeas, de 6 anos, morreram em um intervalo de oito dias, em um caso que abalou a comunidade local.
O primeiro óbito ocorreu no dia 7 de outubro, e o segundo, na última terça-feira (15). A mãe, principal suspeita de envolvimento nas mortes, teve a prisão temporária decretada pela Justiça, com validade de 30 dias, podendo ser prorrogada.
Segundo a decisão judicial, a medida é necessária para a continuidade das investigações, incluindo a análise dos documentos médicos da mãe. O juiz Diogo Bononi Freitas destacou que há "necessidade de colhimento de elementos de convicção relativos ao delito em investigação".