A Polícia Civil localizou o corpo de um homem de 48 anos enterrado no interior de uma residência na zona rural de Osório, no Litoral Norte. A vítima estava desaparecida desde abril de 2025, quando foi vista pela última vez em Caxias do Sul. Dois suspeitos, um homem de 30 anos e uma mulher de 49, foram presos por envolvimento no homicídio e na ocultação do cadáver.
De acordo com a investigação, o homem assassinado era de nascido no Uruguai, mas já morava há vários anos no Brasil. Conforme a Polícia Civil, ele teria passado por cidades como Criciúma, Caxias do Sul e, por fim, Osório, onde o crime teria ocorrido.
Segundo o delegado João Henrique Gomes de Almeida, titular da Delegacia de Polícia de Osório, o trabalho começou ainda após o registro do desaparecimento. “A investigação iniciou com a Delegacia de Homicídios de Caxias do Sul, quando houve o desaparecimento da vítima. A partir das diligências, foi possível chegar à autoria e à motivação do crime”, afirmou.
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Durante o cumprimento das medidas judiciais, a mulher foi localizada e presa em Horizontina, com apoio da Polícia Civil local. Em interrogatório, acompanhada de advogado, ela optou por colaborar com as investigações e indicou o local exato onde o corpo havia sido enterrado, no interior de uma casa no bairro Livramento, em Osório.
O corpo foi desenterrado com apoio do Corpo de Bombeiros Militar e de cães do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), passando por perícia e sendo encaminhado para necropsia.
O segundo suspeito, um homem de 30 anos com antecedentes policiais, foi preso no Paraná. Com ele, os policiais apreenderam o veículo da vítima, que estava em sua posse. Conforme a Polícia Civil, ele já havia sido preso anteriormente em Cascavel.
As investigações apontam que a mulher mantinha um relacionamento amoroso com a vítima e que, em determinado momento, os dois suspeitos teriam decidido matar o homem para se apropriar de seus bens. “Não se descarta que o crime seja caracterizado como latrocínio, caso fique comprovado o interesse patrimonial, já que a vítima possuía empresa e bens que acabaram ficando com os investigados”, explicou o delegado.
A Polícia Civil não descarta a participação de outros envolvidos, mas afirma que já há materialidade suficiente para responsabilizar os dois presos. A ação contou ainda com apoio da Delegacia de Polícia de Horizontina e da Delegacia de Homicídios de Caxias do Sul.