O delegado disse que foram levados celulares, dois computadores, impressoras, joias e pelo menos quatro armas da coleção do coronel, além de R$ 700. Fábio Salvadoretti suspeita que Malhães tenha sido assassinado por asfixia cerca de três horas depois da chegada dos bandidos ao sítio. Segundo ele, não há indícios de que o coronel tenha sido torturado.
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Os criminosos permaneceram na casa das 14h às 22h dessa quinta-feira, aproximadamente. A viúva contou que apenas um dos três homens estava encapuzado. Antes de irem embora, eles soltaram a mulher do coronel e o caseiro, que tinham sido amarrados e colocados cada um em um cômodo da casa.
O delegado Salvadoretti disse que estuda três linhas de investigação para o crime. “A esposa ouviu os bandidos fazendo ameaças, tipo 'onde estão as armas e as joias'”, contou. “A investigação está muito preliminar ainda. Nada está sendo descartado. Pode ter sido um latrocínio, uma vingança ou um crime relacionado com o depoimento prestado por ele à Comissão Nacional da Verdade”, disse. Há exatamente um mês, em depoimento na comissão, o coronel reformado Paulo Malhães foi o primeiro militar a admitir a prática de tortura, assassinatos e ocultação de cadáveres de presos políticos durante a ditadura militar.