Polícia

Defesa de advogado suspeito de golpes pede rejeição da denúncia do MPRS

Informação foi confirmada pelo advogado Marcos Eberhardt, que representa o acusado

A defesa do advogado Daniel Nardon protocolou pedido de rejeição da denúncia apresentada pelo Ministério Público (MPRS) contra ele. A informação foi confirmada em nota divulgada nesta terça-feira e assinada pelo advogado criminalista Marcos Eberhardt, que representa a defesa do suspeito, que é investigado por aplicar supostos golpes.

"O único processo criminal que tramita contra Daniel Nardon deve ser arquivado. A denúncia criminal revela que Nardon teria obtido vantagem ilícita ao oferecer a três idosos financiamentos bancários, mas a defesa revela que Nardon nunca teve contato com essas supostas vítimas de estelionato e nem mesmo com a Planalto Financiamentos”, diz o comunicado.

O advogado Daniel Nardon, investigado por supostas fraudes em processos judiciais, deixou a Penitenciária Estadual de Canoas em agosto, após pedido da defesa. A soltura foi determinada pela Juíza Cláudia Junqueira Sulzbach, da 5ª Vara Criminal do Foro Central da Comarca de Porto Alegre, que fez a revisão da prisão e sua revogação, mas desde que Nardon cumpra medidas cautelares.

O advogado havia sido preso em 15 de maio, quando foi localizado na cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul. Ele é investigado em um esquema que teria movimentado R$ 50 milhões a partir de processos judiciais fraudulentos contra idosos e pessoas aposentadas que buscavam os advogados na esperança de renegociar juros de empréstimos junto a instituições financeiras.

No dia 3 de junho, a Polícia Civil realizou a segunda fase da Operação Malus Doctor, onde foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços que seriam ligados a Daniel Nardon. No dia 18, a Justiça negou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do advogado. Mas no dia 11, um novo pedido de habeas corpus foi feito, com novos argumentos que pediam a liberdade do cliente. Conforme os advogados, o documento tinha 48 páginas e rebatia a última decisão de primeiro grau, que manteve a prisão preventiva.

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