O objetivo da ação, que ocorre em Caxias do Sul, Canoas e Porto Alegre (RS), Palhoça e Criciúma (SC) é reprimir irregularidades na contratação pelo poder público de serviços de locação de banheiros químicos. São realizadas buscas nos dois estados e o Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul, atendendo representação do Ministério Público de Contas, já solicitou inspeções extraordinárias em 13 órgãos públicos. Em Santa Catarina, o Ministério Público de Contas realizará auditorias em diversos órgãos públicos.
A fraude consiste na apresentação de propostas como sendo de diferentes empresas, montando uma competição, quando, na verdade, todas as concorrentes ou pertencem ao mesmo grupo familiar, ou estão acordadas entre si para determinarem os vencedores.
“Eles fingiam uma competição que não existia, além de montarem acordos de cartelização do mercado e dividirem o Estado em regiões, onde as empresas não entravam no território das outras”, afirma o promotor de Justiça Ricardo Felix Herbstrith, que conduziu a investigação.