O secretário da Asdep, Luiz Heitor França, confirmou a reunião e declarou que os delegados não podem ser impedidos ou sofrer interferências na interpretação do pensamento jurídico de cada ocorrência. Ainda ponderou que há uma deficiência no policiamento ostensivo e em decorrência um aumento da violência, devido à falta de efetivo nas ruas, e que a Brigada Militar não deveria mobilizar policiais para investigações. Na ação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão para combater o tráfico de drogas no bairro Partenon.
Ana Caruso teria sido submetida a um termo circunstanciado proposto pelo Ministério Público, mas negou a assinatura. À época em que rejeitou os flagrantes, no dia 28 de agosto, a policial se fundamentou no entendimento do Tribunal de Justiça de que a Brigada Militar não tem poder de investigação, inclusive por meio de técnicas adotadas na operação, como escutas telefônicas. Outra argumentação foi de que a quantidade de drogas apreendida era pequena e uma das suspeitas era uma idosa de 85 anos.
O sub-procurador institucional do Ministério Público, Marcelo Dornelles, preferiu não comentar a mobilização dos delegados, já que se trata de um ato da associação e corporativo.