A mansão do financiador da quadrilha, Xandão, em Canoas, também foi alvo da operação. No local, foram apreendidos diversos objetos do suspeito, mas ele não foi encontrado e segue foragido. Os policiais atuaram também nos bairros Intercap e Menino Deus, em Porto Alegre.
Moradores eram obrigados a deixar as casas para traficantes guardarem drogas na Capital / Foto: Arthur Pulls
O diretor do Denarc, Joel Oliveira, disse que os traficantes coagiam os moradores do condomínio Princesa Isabel e expulsavam alguns proprietários, que não colaboravam com o crime: “Eles usavam apartamentos para guardar drogas”. Esse prédio já havia sido alvo de outras ações da polícia. A última delas ocorreu no início do mês, quando a Brigada Militar localizou pedras de crack e prendeu cinco pessoas.
De acordo com o titular da 1ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico (1ªDIN) e coordenador dos trabalhos, delegado Mario Souza, essa operação é resultado de quatro meses de investigação. Nos primeiros levantamentos, foram feitas filmagens e escutas telefônicas. A ação foi intitulada Dilúvio em razão da localização da Vila Planetário, próximo ao arroio com o mesmo nome.
Participaram da operação 180 agentes em 50 viaturas. O Denarc conta com o apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE).