De acordo com a promotora Sônia Mensch, o crime foi passional, torpe, cometido mediante tortura e asfixia. O assassinato ocorreu no interior de um matagal, no bairro Nossa Senhora da Saúde. Após matá-la, ele escondeu o cadáver num buraco, cobrindo-o com terra, pedras e galhos.
À delegada Suely Rech, Pires confessou ter matado a ex por não aceitar o fim do relacionamento com a jovem, que durou três meses e terminou quando ela descobriu que Marcelo era casado. A Polícia Civil (PC) também o indiciou por sequestro, crime que não foi mantido na denúncia do MP. Se condenado, ele pode pegar até 30 anos de prisão.
Laudo do Departamento Médico Legal confirmou que a frentista morreu por asfixia mecânica (esganadura). Com isso, fica descartada a hipótese de a jovem ter sido enterrada viva. O motorista está preso na Penitenciária Industrial de Caxias do Sul.
A frentista vivia com os tios e uma prima em Caxias. Considerada desaparecida desde o dia 20 de agosto, ela havia sido vista pela última vez no bairro Cidade Nova. Testemunhas contaram que, a caminho do trabalho, a jovem foi obrigada a entrar no carro que o suspeito dirigia, que pertenceria à esposa dele.
De acordo com a delegada, a mulher não notou que ele havia saído de casa com uma chave-reserva do veículo. O casal vivia na mesma casa, mas havia entrado com processo de separação. A frentista foi até a localidade de Nossa Senhora da Saúde, perto dos Pavilhões da Festa da Uva, onde foi morta.
No dia seguinte ao do crime, depois de passar a noite em claro e usando cocaína, segundo relatou à polícia, o motorista se envolveu em um acidente na BR 116. O ônibus que ele conduzia bateu contra um caminhão dirigido por Eligio José Echer, que morreu na hora.