Conforme apurado em quatro meses de investigações, um médico expedia laudos atestando doenças psiquiátricas, pelo qual cobrava cerca de R$ 130, e os intermediários ou advogados utilizavam os documentos para solicitar benefícios. Os supostos doentes não possuíam qualquer problema de saúde, sendo que muitos nem compareciam ao consultório, obtendo o laudo por terceiros ou recebendo pelos correios.
A Operação Blindagem II cumpriu seis mandados de busca e apreensão e quatro de suspensão de exercício de atividade econômica, para um médico psiquiatra, dois advogados e um despachante previdenciário. Dessa forma, eles ficam impedidos de atuar, evitando que cometam novamente crimes previdenciários.
O valor apurado não leva em conta os prejuízos causados às empresas em geral com o afastamento irregular de funcionários e ao Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (Ipe). Participaram da operação 30 policiais federais e sete servidores da Previdência Social.