Os advogados recorreram ao Supremo após o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Felix Fischer, rejeitar na sexta-feira outro pedido para libertar Whelan, Na nova petição, a defesa alega que a manutenção da prisão do executivo britânico é ilegal.
Segundo a defesa, a empresa não autuou na venda ilegal de ingressos. “Vender ingresso hospitality (ingressos VIP) para Lamine Fofana, ou para quem quer que seja, vem a ser exatamente a atividade comercial da Match, lícita, contratada e autorizada pela Fifa (Federação Internacional de Futebol)". De acordo com os advogados, a existência de um mercado ilegal "afronta diretamente os interesses da Match, dificultando o cumprimento de suas obrigações contratuais com a Fifa, como a de zelar para que grandes lotes de ingressos não caiam nas mãos, por exemplo, de empresas concorrentes dos patrocinadores da Fifa”.
O franco-argelino Lamine Fofana também foi preso pela Polícia Civil do Rio, acusado de participar do esquema ilegal de venda de ingressos. Além de Whelan, no dia 10 deste mês, a Justiça do Rio determinou a prisão de dez acusados de fazer parte do esquema. Segundo o Ministério Público, autor da denúncia, os acusados vão responder pelos crimes de organização criminosa, cambismo, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
A Match tinha autorização da Fifa para comercializar bilhetes do Mundial.