A defesa do homem de 26 anos que matou a avó em Porto Alegre, na última sexta-feira, diz que não houve feminicídio. O rapaz foi preso após confessar ter matado Cecília Zonta de Castro, 72, sendo solto após dois dias. Ele permanece em liberdade provisória, com tornozeleira.
Depois de sair do Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), no domingo, o jovem foi acolhido por um tio, que é filho da vítima. Está proibido de manter contato com o avô.
O caso ocorreu em um imóvel na Rua Sete, próximo ao numeral 55, na Vila Mato Sampaio, no bairro Bom Jesus, durante a madrugada. Depois, pelas 8h15min, o rapaz foi a um posto da Brigada Militar, confessando o ato.
Segundo o depoimento, a vítima estava agitada, impedindo o descanso do neto. Ele alegou que, ao tentar induzi-la ao sono, asfixiando-a com as mãos, acabou provocando sua morte. O avô também estava em casa, mas dormia no momento dos fatos.
A Polícia Civil, devido ao contexto familiar, tratou esse assassinato como o 34º feminicídio no Rio Grande do Sul em 2026. O inquérito será instaurado na 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).
O investigado não tinha antecedentes criminais. À reportagem do Correio do Povo, os tios dele contaram que ele tem depressão e que praticamente não trabalhava, dedicando-se a cuidar sozinho dos idosos, com quem morava. De acordo com os parentes, apresentava visível quadro de esgotamento mental.
A advogada Raquel Prates, que é parte da defesa, discorda da forma com que o crime foi classificado. “A família dele está apoiando ele. É um cara do bem, foi uma fatalidade”, disse.
Leia a nota das advogadas Raquel Prates e Thamires Folis
A Defesa, Dra. Raquel Prates e Dra. Thamires Folis, entende que foi uma decisão coerente em respeito ao processo penal. A prisão é a última alternativa.
Embora as investigações ainda estejam em andamento, a Defesa é segura ao afirmar que não há se falar em feminicídio. Fato este que será melhor esclarecido em momento oportuno. O acusado amava seus avós, parou sua vida por 5 anos para dedicá-la aos seus cuidados! É querido pelos vizinhos e pelos próprios familiares, os quais contrataram a sua Defesa, pois sabem da sua índole. Assim sendo, apesar da gravidade dos fatos, a Defesa pretende conduzir o caso com todo o cuidado que este demanda. A nós, não cabe fazer um juízo de valor, mas, atuar com técnica para assegurar os direitos processuais do acusado.