A Polícia Civil encerrou a colheita probatória da queda do avião monomotor em Capão da Canoa no dia 3 de abril, quando quatro pessoas morreram. O inquérito ainda não apontou as causas do acidente, que devem ser definidas em relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Não há prazo de elaboração do levantamento.
De acordo com o delegado Marco Swirski, à frente da investigação, o documento poderá estabelecer se houve falha mecânica ou erro humano. "Aguardamos a elaboração do relatório técnico do Cenipa, que é fundamental e poderá apontar as causas do acidente. Já fizemos colheita de todos os elementos de prova disponíveis, principalmente os vídeos da queda e dos momentos que a antecederam”, disse.
As vítimas foram o casal de empresários Luis Antonio Ortolani e Déborah Belanda Ortolani, o engenheiro de produção Renan Eduardo Dahrouge Saes e o piloto Nelio Pessanha. Não havia caixa-preta na aeronave.
Relembre o acidente
O avião caiu logo após a decolagem, atingindo o restaurante Dom Inácio, na avenida Valdomiro Cândido dos Reis, bairro Santa Luzia. O estabelecimento estava fechado para reformas e não houve vítimas em solo.
De acordo com as apurações preliminares, a aeronave (prefixo PS-RBK, modelo Piper JetPROP DLX) utilizou a taxiway para ingressar na pista, mas não utilizou a cabeceira integralmente, deixando de aproveitar cerca de 150 metros da pista principal.
Em razão disso, o piloto teria tentado ganhar velocidade na área de escape. A hipótese principal é que o avião não atingiu a velocidade de sustentação adequada, resultando na queda.
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