A Polícia Civil está mobilizada há mais de uma semana investigando o desaparecimento de três integrantes de uma mesma família, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O caso envolve Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, que não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro, respectivamente.
Câmeras de videomonitoramento da vizinhança capturaram movimentações suspeitas de três veículos distintos na noite de 24 de janeiro na casa de Silvana, no bairro Granja Esperança, data em que ela desapareceu. A polícia trata o caso como um possível crime, envolvendo suposto cárcere privado ou homicídio.
Imagens registram os veículos entrando e saindo entre 20h33min e 23h44min. Depois, cessaram as movimentações no local. Um dos carros, que seria de propriedade de Silvana, ainda permanece estacionado nos fundos do terreno.
Para avançar nas investigações, as autoridades já realizaram a quebra dos sigilos telefônicos e bancários dos desaparecidos. Um projétil foi encontrado e apreendido pela Polícia no pátio da residência do casal de idosos, no bairro Anair, passando a integrar o conjunto de elementos analisados na investigação.
No dia seguinte ao desaparecimento de Silvana, seus pais teriam saído de casa para procurar a filha após ela publicar em suas redes sociais uma mensagem afirmando ter se envolvido em um acidente de trânsito em Gramado, na Serra Gaúcha.
Segundo informações do Comando Rodoviário da Brigada Militar, não há registro oficial dessa ocorrência. Desde então, os idosos também não foram mais vistos.
O casal é proprietário de um minimercado anexo à residência, que permanece fechado desde o desaparecimento. Vizinhos relatam estranhamento com a situação, afirmando que a família é conhecida há décadas no bairro, sem histórico de conflitos, considerados tranquilos e “simples”.
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Os registros formais de desaparecimento foram feitos entre os dias 27 e 28 de janeiro, o que deu início às investigações conduzidas pela 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (1ª DPRM). Segundo o delegado Ernesto Prestes, titular da 2ª DP, o sumiço foge completamente do comportamento habitual da família, que não costumava se ausentar sem comunicar aos parentes.
O caso é tratado como um possível crime, com hipóteses que incluem cárcere privado ou homicídio, embora nenhuma linha de investigação seja descartada até o momento. A Polícia Civil informa que novas informações serão divulgadas à medida que o trabalho avance e reforça que denúncias ou informações que possam contribuir com as buscas podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 190 ou 181.