Polícia

Esquema de tráfico de armas gerido por facção é alvo da Polícia Civil em oito cidades gaúchas

Operação Guns e Ammo decorre de investigação sobre falso sequestro em São Leopoldo

Polícia Civil deflagrou ofensiva contra facção em oito cidades gaúchas
Polícia Civil deflagrou ofensiva contra facção em oito cidades gaúchas Foto : Polícia Civil / CP

A Polícia Civil efetuou 17 mandados de busca em oito cidades gaúchas e no Rio de Janeiro. As medidas integraram a Operação Guns & Ammo, deflagrada nesta segunda-feira contra um esquema de tráfico de armas e drogas gerido por uma facção. Duas pessoas foram presas.

Sob comando da 1ª Delegacia de Repressão a Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a ação somou 85 agentes e 22 viaturas. As diligências ocorreram nas cidades de Porto Alegre, Estância Velha, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Canoas, Gravataí, Sapucaia do Sul e Viamão, além da região de Guaratiba, que fica na zona Oeste do Rio de Janeiro.

Dois homens foram detidos em flagrante, sendo um em Canoas e outro em Porto Alegre. Houve a apreensão de uma pistola calibre .380, além de munições, carregadores, celulares e porções de maconha.

A ofensiva decorreu de um falso sequestro em São Leopoldo, no Vale do Sinos, registrado em 26 de outubro de 2023. Na ocasião, o proprietário de um mercado alegava ter sido raptado por criminosos que usavam camisetas da Polícia Civil quando deixava o expediente. O homem dizia ter passado a noite em cativeiro, enquanto sua família recebia mensagens exigindo dinheiro. Entretanto, ele foi libertado no dia seguinte, sem o pagamento de qualquer valor.

Ainda no final do ano passado, houve a Operação Extorsion, quando foi preso um criminoso apontado como mentor do arrebatamento. O homem de 36 anos, que estava foragido após romper uma tornozeleira eletrônica, soma antecedentes por três homicídios, cárcere privado, roubo, porte ilegal de armas, ameaça, receptação e lesão corporal.

Ocorre que o desdobramento da investigação revelou que o sequestro não passava de uma farsa com anuência da vítima. O dono do comércio acabou sendo indiciado como cumplice, mas responde em liberdade.

Ainda foi descoberto que o homem preso como idealizador do suposto sequestro também era responsável por vender armas. De acordo com os investigadores, o armamento era adquirido com o lucro oriundo do tráfico de drogas e comercializado entre integrantes de uma facção que atua na Capital, região Metropolitana e no Vale do Sinos. O objetivo da operação desta manhã foi desarticular o esquema.