O ex-diretor-geral do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) foi condenado a 11 anos, 1 mês e 10 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A sentença foi proferida na quarta-feira, pela 1ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro, em Porto Alegre.
A decisão também condenou a companheira do ex-dirigente e o representante de uma empresa contratada pelo Daer por lavagem de dinheiro. As penas são de quatro anos de reclusão, substituídos por prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária, e de quatro anos e oito meses, em regime semiaberto, respectivamente.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o então diretor-geral recebeu R$ 174 mil em 12 transferências bancárias realizadas entre 2017 e 2018. Os repasses foram feitos pelo representante de uma empresa que mantinha contrato de conservação rodoviária com a autarquia.
Do total, R$ 84 mil foram movimentados em cinco operações financeiras que utilizaram a conta bancária da companheira do ex-dirigente, com intermediação do representante da empresa. Conforme a sentença, as operações tinham o objetivo de ocultar a origem e a movimentação dos valores, caracterizando lavagem de dinheiro.
A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça Flávio Duarte, da Promotoria Especializada Criminal de Porto Alegre, após investigação sobre os repasses.