Um ex-vereador de São Leopoldo é suspeito de desviar aproximadamente R$ 90 mil com práticas de “rachadinha”, ou seja, apropriação de parte dos salários de assessores. A Polícia Civil também investiga a companheira do político e ex-funcionários do gabinete dele. Na manhã desta segunda-feira, o grupo foi alvo de mandados de busca durante a chamada Operação Dia D.
A ofensiva é fruto de dois anos de trabalho da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo. Conforme a especializada, os desvios teriam ocorrido entre 2021 e 2022, em meio ao mandato do ex-parlamentar na Câmara do munícipio do Vale do Sinos.
O começo da apuração policial ocorreu em maio de 2023, quando um ex-assessor procurou a delegacia e resolveu denunciar o esquema. Na condição de delator, o homem relatou que era vítima de extorsões e que, mensalmente, era coagido a abrir mão de parte do seu salário.
“O denunciante revelou ter repassado valores para o chefe de gabinete do ex-vereador. Além disso, ele também disse que atuava como funcionário fantasma”, afirmou o delegado Ayrton Figueiredo.
De acordo com o delegado, ainda foram identificados métodos de lavagem do dinheiro público desviado. A ocultação tinha o formato de investimentos em criptoativos, que foram bloqueados por ordem judicial nesta manhã.
O político atuou na Câmara de São Leopoldo entre 2020 e 2024. No último pleito municipal, chegou a concorrer ao cargo de prefeito da cidade, mas não foi eleito.