Polícia

Familiares de vítima de feminicídio realizam protesto em Canguçu

Letícia Foster Rodrigues foi encontrada morta no último dia 13. O ex-companheiro é suspeito do crime

O manifesto terminou em frente ao banco vermelho, instalado na praça Doutor Francisco Carlos dos Santos, que é um símbolo da luta contra à violência  doméstica
O manifesto terminou em frente ao banco vermelho, instalado na praça Doutor Francisco Carlos dos Santos, que é um símbolo da luta contra à violência doméstica Foto : Angélica Silveira / Especial CP

Familiares e amigos de Letícia Foster Rodrigues realizaram na tarde desta quarta-feira uma manifestação silenciosa pelo centro de Canguçu. Ela foi vítima de feminicídio e teve o corpo encontrado, com um corte no pescoço, na zona rural do município na última semana. O suspeito, um homem com quem ela mantinha um relacionamento e com quem foi vista pela última vez com vida está preso, em Bagé. Ele tem antecedentes por tráfico de drogas. Segundo a Polícia Civil, ele teria confessado o crime para familiares. Letícia tinha 37 anos e deixou um filho de 4 anos, que tinha com o suspeito.

Vestindo roupas brancas, segurando cartazes com a foto de Letícia e balões brancos e pedindo justiça, o grupo andou pela Praça Doutor Francisco Carlos dos Santos rezando e pedindo justiça. Eles pararam em frente a uma farmácia, onde a mulher foi vista com vida pela última vez e soltaram os balões. Em seguida foram até o banco vermelho (símbolo de luta contra a violência doméstica) instalado no local.

Muito emocionada, a mãe de Letícia, Sara Jane Guterres Foster estava na frente da caminhada segurando um cartaz com a foto da filha. "Esta manifestação tem que ser feita. Foi um cara frio, que levou ela para morte de forma inocente. Quero que ele seja condenado, pois é mau e fazia tudo na frente do filho. É um assassino a sangue frio", disse. Para ela, a Letícia deixou uma dor que não tem fim. "Além da saudade, eu tenho muita tristeza", lamenta.

Karen Telesca, é madrinha da irmã mais nova da Letícia, amiga e advogada da família no caso do feminicídio e também no que pede a guarda definitiva do filho da vítima e do suspeito, de 4 anos. "Fizemos uma caminhada pacífica não só por ela, mas também por todas as mulheres que diariamente são vítimas de feminicídio e violência doméstica", observa. A previsão é que inquérito do caso seja enviado a justiça até esta sexta-feira.

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