Polícia

Familiares protestam por liberdade de policiais presos por suposta formação de milícia

Defesa diz que PMs aceitaram oportunidade de emprego para complementar renda prejudicada pelo Estado

Um protesto foi realizado na tarde desta terça-feira, em frente ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), pelo 1º Tenente da Reserva Diógenes Berthes Silva, por advogados e familiares dos quatro policiais militares que foram presos na última sexta-feira no município de Encantado, no Vale do Taquari, suspeitos de formação de milícia privada. 

Segundo o advogado Christian Tombini, o grupo seria recebido pela desembargadora Bernadete Coutinho Friedrich para falar sobre o caso, mas o encontro foi remarcado para o final da tarde desta quarta-feira. “Queremos que seja concedida aos quatro policiais militares a oportunidade de responder o processo em liberdade, em respeito à Constituição Federal”, destacou Tombini.

Conforme o advogado, os quatro policiais foram contratados por um candidato à prefeitura do município para realizar o serviço de segurança particular. “Isso ainda que constitua uma infração funcional, não constitui crime. O candidato estava sendo ameaçado, inclusive havia registrado um Boletim de Ocorrência por conta disso e resolveu pedir o auxílio dos PMs”, explicou Tombini.

O advogado ressaltou que o intuito dos policiais militares não era cometer um crime, e sim complementar a renda que vem sendo prejudicada pelo próprio Estado.