Filho diz que reação de Flordelis ao saber da morte do pastor Anderson foi um teatro

Filho diz que reação de Flordelis ao saber da morte do pastor Anderson foi um teatro

Daniel dos Santos não quis ficar no mesmo ambiente em que familiares ao prestar depoimento. MP criticou videoconferência

R7

Flordelis é acusada de ser mandante da morte do marido

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Filho de Flordelis, Daniel dos Santos disse em depoimento ao Tribunal do Júri de Niterói, na região metropolitana do Rio, nesta quarta-feira (9), que a reação da ex-deputada federal de chegar chorando no hospital ao saber da morte do marido Anderson do Carmo foi um teatro. 

A testemunha de acusação é a segunda pessoa a ser ouvida no terceiro dia de julgamento de Flordelis e mais quatro réus acusados da morte do pastor, em 2019.

Segundo informações da Record TV, Daniel relembrou o dia do crime e citou que, antes de sair para jantar com Flordelis, Anderson pediu para trocar de carro com ele, fato que o rapaz considerou estranho porque o veículo do pai era blindado.

Daniel disse, ainda, ter escutado seis disparos do seu quarto no momento em que Anderson foi baleado na porta de casa, em Niterói. Ao se dirigir para o local, ele afirmou que ouviu Flordelis gritar: "Mataram o meu meu marido".

No entanto, Daniel disse que a mãe fez tal afirmação sem ter visto o marido baleado, já que ela teria entrado na residência antes do pastor ser alvo dos disparos. 

Daniel também declarou ter visto uma mensagem na qual Marzy, filha afetiva de Flordelis e também ré no processo, havia oferecido dinheiro para o irmão Lucas, que já foi preso e condenado por ter ajudado a comprar a arma usada no crime, ficar encarregado da morte do Anderson.

Ele disse ter procurado o pai para contar sobre o plano para matá-lo em uma suposta tentativa de assalto.

Hoje, Daniel também comentou que foi registrado por Flordelis e Anderson, mas que, somente após a morte do pastor, descobriu que não era filho biológico do casal. Ele disse ter descoberto o seu passado durante as investigações da Polícia Civil sobre o assassinato do pastor. 

Assim como outro filho de Flordelis, ontem, Daniel também não quis ficar no mesmo ambiente em que os familiares e foi ouvido por meio de videoconferência.

O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) se posicionou contrário a essa prática e disse que os depoimentos estão sendo prejudicados.

Segundo a Promotoria, a alegação da defesa era de que as testemunhas constrangidas pela presença da ex-deputada e outros réus deveriam ser ouvidas fora do plenário. 

No entanto, para o MP-RJ, os reús que deveriam deixar o plenário. 

"O fato de a testemunha não depor perante os jurados, que são os verdadeiros juízes do júri, prejudica os debates. Muitas pessoas que estavam presentes não conseguiram ouvir o depoimento da testemunha em razão de interferência na transmissão", declarou o promotor de Justiça Décio Viégas de Oliveira.


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