Polícia

Foto mostra que telhado de escola foi reformado apenas nas beiradas

Imagem servirá de prova para operação que prendeu nove suspeitos por irregularidades em obras no RS<br />

Telhado de escola foi reformado apenas nas beiradas
Telhado de escola foi reformado apenas nas beiradas Foto : Polícia Civil / Divulgação / CP
Uma foto aérea, obtida com um sobrevoo do helicóptero da Polícia Civil, comprovou que apenas a beirada do telhado da escola de Ensino Fundamental Professor Oscar Pereira, em Porto Alegre, foi trocado, em desacordo com o contrato firmado. A imagem servirá de prova para a operação Kilowatt, deflagrada nesta quinta-feira pela Delegacia Fazendária do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e que prendeu nove suspeitos. As investigações apontaram irregularidades em obras públicas do Estado.

Além de o telhado ter sido reformado parcialmente, o material usado na cobertura teria sido de fibrocimento, cujo valor é mais barato, ao invés de telhas coloniais previstas no serviço. As mesmas suspeitas recaem sobre o Estadual Parque do Trabalhador, em São Leopoldo.

Superfaturamento

Também foram detectados problemas em obras na Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS), na Capital, como a reforma da subestação de energia e do sistema de climatização no Laboratório Central do Estado (Lacen).

A irregularidade na FEPPS, apuram os agentes da Defaz, seria de superfaturamento, com alguns materiais elétricos custando, por exemplo, R$ 10 mil a unidade ao invés de R$ 1 mil praticado no mercado. “Há indícios fortes”, afirmou o delegado Daniel Mendeslki Ribeiro.

De acordo com os delegados Joerberth Nunes Pinto e Ribeiro, os principais problemas apurados até o momento referem-se à inexistência da própria obra contratada ou a execução parcial da mesma, além de indícios de superfaturamento mediante termos aditivos nos contratos originais.

“O Estado pagou e teve prejuízo”, observou o delegado Joerberth Nunes Pinto. Os responsáveis pela fiscalização dessas obras atestavam o cumprimento dos contratos, o que não era verdade. A desconfiança dos policiais é de que tenha ocorrido pagamento de propina.

No Rio Grande do Sul, a ofensiva ocorreu em Canela, Ivoti, Nova Petrópolis, Novo Hamburgo, Porto Alegre e São Leopoldo. Em São Paulo, os alvos são os municípios de Campinas e Limeira. Cerca de 150 policiais civis participaram da operação. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas secretarias estaduais de Educação, Obras e Saúde. 

Assista ao vídeo:



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