Um homem acusado de matar a ex-companheira a facadas em outubro de 2023 em Encruzilhada do Sul, no Vale do Rio Pardo, foi condenado a 30 anos de reclusão. O Tribunal do Júri considerou o homem culpado pela morte da vítima, cometida no âmbito no contexto de violência doméstica e familiar.
Conforme o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que realizou a denúncia do acusado, foram reconhecidas como qualificadoras para o crime o fato de ter sido cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa, além de feminicídio. O réu já aguardava o julgamento preso, após permanecer foragido por oito meses.
O promotor de Justiça Ulysses Fernandes Moraes Luz, que atuou na acusação pelo MPRS no julgamento, afirmou que o caso é um retrato brutal da violência de gênero enfrentada atualmente. “O réu agiu com extremo ciúme e sentimento de posse, com a intenção clara de tirar a vida da vítima, ceifando seu futuro de forma covarde e cruel”, disse.
O Tribunal do Júri em Encruzilhada do Sul acolheu integralmente a tese do MPRS e reconheceu a gravidade do feminicídio. Para o promotor, a condenação a 30 anos de reclusão é uma mensagem clara de que crimes como este não ficarão impunes. “É uma vitória da justiça e um alento para a família", destaca.
O crime foi registrado na manhã de 29 de outubro de 2023, na residência do casal, quando o homem assassinou sua ex-companheira. O crime, segundo a denúncia, ocorreu no contexto de um relacionamento marcado por controle excessivo e violência, do qual a vítima tentava se desvincular. Após ser imobilizada pelo pescoço, ela foi atingida por pelo menos 18 golpes de faca, que causaram sua morte pouco tempo depois.