Polícia

Homem é condenado a 40 anos de prisão por tentar matar PMs durante fuga em Cachoeirinha

Quatro policiais que perseguiam o carro roubado do criminoso foram atingidos pelo veículo

Um acusado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foi condenado pelo Tribunal do Júri em Cachoeirinha, por tentar matar quatro policiais militares durante fuga em carro roubado e por outros dois fatos delituosos. O criminoso, que se encontra preso, recebeu uma pena de 40 anos, três meses e 27 dias de prisão e mais sete meses de detenção, com cumprimento inicial em regime fechado.

Conforme a denúncia do MPRS, no dia 9 de março do ano passado, no bairro Granja Esperança, o criminoso usou um simulacro de arma de fogo para roubar o veículo de uma mulher em via pública. Este foi o primeiro crime pelo qual ele foi condenado pelo júri. Após o assalto e mandar a mulher sair do carro, ele fugiu levando também o celular da vítima. A Brigada Militar foi acionada e houve uma abordagem inicial, o que ele não acatou e fugiu em alta velocidade.

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Quando os agentes conseguiram abordar o fugitivo, após perseguição, ele conduziu o veículo de maneira agressiva em direção a eles e suas viaturas. Na ocasião, houve disparos de arma de fogo, as motocicletas dos agentes foram atingidas pelo carro e um polícial militar ficou ferido. As qualificadoras das quatro tentativas de homicídio são: garantir impunidade de outro delito e contra autoridades policiais durante o exercício de suas funções. Além do crime conexo de roubo, o réu também foi condenado por resistência aos policiais.

“A comunidade de Cachoeirinha, em votação unânime a 30 quesitos, confirmou que não tolera a violência urbana, em especial contra policiais no exercício de suas funções, refutando a desavergonhada tentativa defensiva de, invertendo os papéis, colocar os policiais militares no banco dos réus. O resultado do julgamento não deixa de ser uma homenagem a toda Brigada Militar, que perdeu nesta semana o policial Luis Fernando Lusi, atropelado e morto por um criminoso em fuga", salientou o promotor de Justiça Caio Isola de Aro, que atuou na acusação pelo MPRS.