Polícia

Homem é julgado por assassinato de menino em Passo Fundo

Réu Adriano da Silva assumiu a autoria de 12 mortes

Paranaense deve voltar para a Pasc após julgamento
Paranaense deve voltar para a Pasc após julgamento Foto : Acácio Silva / Especial CP
O paranaense Adriano da Silva, 33 anos, é julgado, nesta terça-feira, pelo Tribunal do Júri da comarca de Passo Fundo pela morte do menino Volnei da Siqueira dos Santos, 12 anos, sob forte aparato policial. Ele chegou ao prédio do fórum pouco antes das 9h, escoltado por seis agentes penitenciários e por soldados do 3º Pelotão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar.

Ao ser interrogado pelo juiz Márcio César Monteiro, o réu usou o direito de permanecer em silêncio e não respondeu a nenhuma das perguntas. Durante o processo, o paranaense mudou várias vezes a versão sobre a morte do menino, ocorrida no dia 9 de julho de 2003. Inicialmente, ele assumiu a autoria, mas depois voltou atrás.

O promotor público Diego Mendes de Lima foi o primeiro a se manifestar. Ele procurou mostrar ao corpo de jurados, formado por quatro mulheres e três homens, que os autos do processo não deixam dúvidas sobre a autoria do crime. Lima pede a condenação do réu por homicídio, atentado violento ao pudor e ocultação de cadáver.

A sessão do Júri deve ser interrompida para o almoço e retomada às 13h. À tarde, está prevista a manifestação do advogado de defesa, Inácio Diehl Borges Guerreiro. Deve haver ainda réplica e tréplica. Além do promotor público, Jabs Paim Bandeira atua na assistência de acusação.

A previsão é de que o julgamento se prolongue até a noite. Após os trabalhos, Adriano da Silva deve ser levado de volta à Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Ao ser preso em janeiro de 2004, Adriano da Silva assumiu a autoria de 12 mortes de meninos na região Norte do Estado, ocorridas entre os anos de 2002 e 2004, mas foi denunciado pelo assassinato de nove deles. Ele já foi julgado por oito dos crimes e as penas somadas por estes atos chegam a 195 anos. Além disso, tem uma condenação de 27 anos de reclusão por um latrocínio ocorrido no Paraná. Assim, todas as penas somadas totalizaram 222 anos de reclusão.


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