Polícia

Homem acusado de matar e esquartejar amigo por dívida de R$ 56 mil é condenado a mais de 23 anos de prisão

Jurados reconheceram o homicídio qualificado por motivo torpe, dissimulação, traição, recurso que dificultou a defesa da vítima, furto e ocultação de cadáver

Um homem acusado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) de matar Jonathan Rafael Maria, 31 anos, em razão de uma dívida de cerca de R$ 57 mil, esquartejar e queimar o corpo da vítima e ainda furtar seus bens foi condenado a 23 anos e 4 meses de prisão pelo Tribunal do Júri em Porto Alegre nesta quarta-feira. Os jurados reconheceram o homicídio qualificado por motivo torpe, dissimulação, traição e recurso que dificultou a defesa da vítima, além dos crimes de furto e ocultação de cadáver. Na acusação, atuou o promotor de Justiça Francisco Lauenstein.

Segundo a denúncia do MPRS, o crime ocorreu em 29 de dezembro de 2017, no bairro Tristeza. A vítima foi atraída até uma residência sob a falsa promessa de receber o pagamento do valor que cobrava do acusado após um investimento financeiro. No local, foi morta a tiros. Os jurados acolheram a tese de que o réu utilizou a relação de amizade para levar Jonathan ao encontro e surpreendê-lo.

Após o homicídio, o condenado furtou bens da vítima, incluindo seu veículo, esquartejou o corpo, transportou os restos mortais para Eldorado do Sul e ateou fogo para dificultar a descoberta do crime. Para o MPRS, a motivação foi evitar o pagamento da dívida que vinha sendo cobrada por Jonathan.

• Relembre o caso com uma matéria de 2017 da Record TV

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