O Tribunal do Júri de Antônio Prado condenou a 16 anos de prisão, na quarta-feira, um homem denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) por homicídio duplamente qualificado, cometido em fevereiro de 2024. O crime ocorreu durante uma sequência de assassinatos relacionada à disputa entre facções criminosas no município.
O Conselho de Sentença acolheu integralmente a acusação do MPRS e considerou o réu culpado por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena fixada foi de 16 anos de prisão.
O julgamento tratou da morte de um homem executado a tiros em 4 de fevereiro de 2024. Conforme a denúncia, o assassinato ocorreu em meio à rivalidade entre duas facções e teria sido motivado por vingança após um homicídio registrado dias antes na cidade.
Segundo o Ministério Público, a vítima foi surpreendida em via pública e atingida por diversos disparos de arma de fogo, sem possibilidade de defesa.
A acusação em plenário foi conduzida pelos promotores de Justiça Milena dos Santos Oliveira e Gabriel Munhoz Capelani, do Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ).
Conforme Milena Oliveira, este foi o primeiro julgamento relacionado à sequência de crimes violentos registrada em Antônio Prado no primeiro trimestre de 2024. Naquele período, grupos criminosos envolvidos na disputa por pontos de tráfico de drogas protagonizaram uma série de ataques no município.
“O homicídio julgado nesta quarta-feira foi o segundo assassinato ocorrido dentro da sequência de crimes ligados à disputa entre facções e o primeiro ato de vingança atribuído ao grupo rival após o crime inicial que desencadeou os confrontos. Por isso, o resultado do julgamento é um marco no enfrentamento à criminalidade organizada na região e o primeiro desdobramento judicial de uma série de processos que ainda serão levados a júri”, destacou a promotora, que pretende recorrer da pena aplicada ao réu.