Polícia

Inicia o terceiro julgamento do assassinato de Dorothy Stang

Vitalmiro Bastos de Moura é acusado de ser o mandante do crime

Começou por volta das 8 horas desta segunda-feira, 12, o julgamento do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, acusado de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, ocorrido em fevereiro de 2005.

É a terceira vez que o fazendeiro é julgado, tendo sido condenado na primeira sessão a 30 anos de reclusão e absolvido na segunda, anulada pelo Tribunal de Justiça em recurso de apelação interposto pelo Ministério Público.

Pela segunda vez, o defensor do réu, advogado Eduardo Imbiriba, não compareceu à sessão de júri, sendo substituído pelo advogado Arnaldo Lopes de Paula, que requereu o substabelecimento para funcionar no julgamento em favor de Vitalmiro, solicitando o adiamento da sessão em nome da ampla defesa.

O juiz Raimundo Moisés Flexa, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, com fundamento no artigo 456 do Código de Processo Penal, negou o pedido da defesa, afirmando que, conforme a legislação penal, a sessão de júri pode ser adiada apenas uma vez. O magistrado lembrou que a mesma sessão já fora adiada em 31 de março, justificada pela ausência do advogado, que aguardava o julgamento de um habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal, o qual foi negado liminarmente pelo ministro César Peluso.

Após as deliberações, o magistrado deu seqüência aos trabalhos com o sorteio de jurados para formação do Conselho de Sentença, o qual ficou composto por seis mulheres e um homem. A sessão segue neste momento com a oitiva das testemunhas de acusação. Foi registrada a presença das quatro testemunhas arroladas pela acusação e apenas uma da defesa.

A testemunha em comum arrolada pelas duas partes também compareceu. Dessa forma, os defensores pediram a substituição de duas testemunhas, integrando-se à relação Rayfran Sales e Clodoaldo Batista.