Polícia

Inquérito sobre boate Kiss deve ser concluído na próxima semana

Delegado Ranolfo Vieira Junior está em Santa Maria para acompanhar a investigação

Delegado Ranolfo Vieira Junior está em Santa Maria para acompanhar a investigação
Delegado Ranolfo Vieira Junior está em Santa Maria para acompanhar a investigação Foto : João Vilnei / Especial / CP
O inquérito que apura as causas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, só deve ser concluído na próxima semana. A informação foi confirmada nesta sexta pelo chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, delegado Ranolfo Vieira Júnior.

Ele embarcou para a cidade onde chegou no final da manhã para acompanhar os trabalhos. Logo em seguida, se reuniu com o titular da Delegacia de Polícia Regional, delegado Marcelo Arigony, responsável pela coordenação da investigação. O delegado Sandro Mainer, que auxilia na apuração do caso, também estava presente no encontro. O chefe de polícia admitiu em entrevista ao Correio do Povo que, ao contrário do que Arigony havia relatado, a entrega do documento só deve ocorrer na terça ou quarta-feira.

À tarde, o chefe de polícia volta a se reunir com toda equipe investigativa. A Polícia Civil recebeu nesta sexta os laudos do Instituto Geral de Perícias (IGP). O depoimento de Elissandro Spohr, um dos sócios da casa noturna, conhecido como Kiko, que estava previsto para ocorrer durante essa semana, será remarcado para sábado ou domingo. O advogado do empresário, Jader Marques, ainda pretende confirmar a data e horário. O testemunho será tomado na Penitenciária Estadual de Santa Maria, onde Kiko está detido.

Além dele, estão presos o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, o produtor musical do grupo, Luciano Augusto Bonilha Leão, e o outro sócio do estabelecimento, Mauro Hoffmann. Os quatro são os principais investigados e suspeitos pela tragédia.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 241 mortos.

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

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