Segundo o delegado Herbert Ferreira, a ideia do trabalho feito pelas fonoaudiólogas é fazer uma comparação com o teor dos depoimentos dos investigados, que negaram as injúrias racistas e que podem agora serem desmentidos ou não graças à técnica de leitura labial. O número de indiciados ainda não está definido. A pena por injúria racial é de um a três anos.
Entre os investigados por injúria racial está a torcedora gremista Patrícia Moreira, de 23 anos, cuja imagem gritando “macaco” foi divulgada nacionalmente. O advogado dela, Alexandre Rossato, disse que a estratégia de defesa já está pronta quando o caso chegar à Justiça. Em sua avaliação, a jovem “já foi condenada” e que está cumprindo “prisão domiciliar” devido à repercussão. Além de ameaças, lembrou o advogado, a jovem teve a casa incendiada e vive reclusa em outro local.