Ela foi dispensada do depoimento pela própria advogada de defesa do réu, Ana Lucia Assad, que a havia convocado nessa segunda-feira. O anúncio causou discussão na sala de audiência, já que a acusação alegou que não abrira mão da testemunha. Ana Lucia então ameaçou deixar o julgamento e foi vaiada pela plateia que assiste o júri.
Ana Cristina, no entanto, desejava falar. A mãe de Eloá disse, durante uma entrevista coletiva, que gostaria de dizer que Lindemberg é um ''assassino'' e ''quem ama não mata''. Ela relembrou o momento em que, no plenário, ficou frente a frente com o acusado e eles se encararam. Disse não ter visto arrependimento nos olhos do réu. Segundo ela, Lindemberg fez um gesto com as mãos, interpretado por ela como um pedido para que ela “limpasse a barra” dele.
Ana Cristina confirmou ainda tratava o acusado “como um filho” – como o irmão da vítima, Ronikson Pimentel dos Santos, declarou em seu depoimento –, e que não considera o réu “um monstro”. Durante mais de uma hora, Ronikson se mostrou emocionado, como quando afirmou ter sido contra o relacionamento entre Lindemberg e Eloá pela diferença de idade entre os dois, de seis anos. Disse que toda a família se sentiu traída por ele: “ele é um monstro, louco e agressivo”.
Ronikson classificou o namoro entre os dois como “conturbado”, com sua irmã sempre “chorando pelos cantos” por causa das brigas. Como amigo, ele disse que o réu era raivoso, “sempre arrumava confusão nos jogos de futebol”.
O irmão mais novo de Eloá, assim como seu irmão mais velho, caracterizou Lindemberg como "monstro". A mãe de Eloá ouviu o depoimento do garoto, menor de idade, do plenário – ele tem 17 anos hoje e disse que vai acompanhar o resto do julgamento da plateia. Ao sair para almoçar, a advogada de defesa de Lindemberg foi hostilizada e pediu escolta.