Polícia

Justiça manda soltar pelo menos 20 presos investigados pela Operação Saúde

Polícia Federal desbaratou esquema que desviava verbas municipais em sete Estados

A Justiça Federal em Erechim informou, nesta quarta-feira, que emitiu pelo menos 20 alvarás de soltura em favor de pessoas detidas pela Operação Saúde, deflagrada pela Polícia Federal na segunda-feira. A ação desbaratou esquemas de desvio de verbas municipais, principalmente para a compra de remédios.

O plantão da Justiça Federal não soube precisar quantos alvarás foram expedidos com exatidão, o que deverá ser feito nesta quinta-feira. Também de acordo com a mesma fonte, não era possível precisar se os indivíduos colocados em liberdade foram detidos somente no Rio Grande do Sul ou também em outros Estados.

Conforme o delegado da PF José Antônio Dornelles, o procedimento é normal para os mandados de prisão temporária, que têm duração de cinco dias. "Em alguns casos, o juiz dá autonomia à polícia de, assim que a pessoa foi ouvida, para busca de provas e documentos, liberar estes indivíduos", explica. Ele acrescenta que, na terça-feira, outros três suspeitos já haviam ganhado liberdade.

No total, 62 pessoas foram presas pela PF
, entre segunda e terça. Os municípios investigados estão localizados no RS (25 prisões), Santa Catarina (três prisões), Paraná (seis prisões), Mato Grosso do Sul (seis prisões), Mato Grosso (18 prisões) e Rondônia (uma prisão). Foram encerradas as atividades ilegais de três organizações criminosas de Barão de Cotegipe, Norte do RS. Na cidade, estavam as sedes e depósitos de empresas investigadas.

Em apenas um dos grupos investigados foi constatada movimentações superiores a R$ 110 milhões, divididos entre R$ 40 milhões, em 2009; e R$ 70 milhões, em 2010. De acordo com a PF, a atuação dos criminosos se dava por meio de fraude em licitações públicas. Eram desviadas as verbas destinadas à compra de medicamentos mediante falta de entrega da mercadoria licitada, entrega parcial ou entrega de produto diverso. Ou então, mediante “realinhamento” de preços (superfaturamento), ou fornecimento de remédios com data de vencimento muito próxima do seu limite.

Com informações de José Adelar Ody
.

Bookmark and Share