Desarticulada pela Operação Carmelina, da Polícia Federal, a quadrilha coordenada pelo escritório do acusado lesou cerca de 30 mil pessoas, em 15 anos, segundo a investigação. O grupo pode ter faturado cerca de R$ 100 milhões nesse período retendo parte ou deixando de repassar aos clientes o dinheiro referente a processos judiciais movidos contra a antiga CRT e a Oi/Brasil Telecom.
O advogado, de 39 anos, é procurado pela Polícia Federal, com apoio da Interpol, desde que a operação foi desencadeada. A suspeita é de que ele tenha fugido para os Estados Unidos. A esposa dele também chegou a constar na lista de procurados da organização internacional, mas se entregou na metade de maio e passou a morar em Curitiba.
A Operação Carmelina tomou emprestado o nome de uma das vítimas do advogado. Ela morreu de câncer no intestino sem ter acesso ao dinheiro que ganhou depois de contratar o escritório de advocacia. A investigação mostrou que o advogado tinha se apropriado de cerca de R$ 125 mil.