Uma sexta-feira atípica para os cerca de 23 mil alunos da rede municipal de Novo Hamburgo é tomada pelo sentimento do medo. As ruas no entorno das 91 instituições de ensino estavam praticamente vazias nesta manhã e sem qualquer ruído do vai e vem de estudantes. Sem mochilas, kombis escolares ou materiais de ensino, a ameaça de um possível atentado com transmissão ao vivo em qualquer uma das escolas da cidade, fato que levou o prefeito Gustavo Finck a comunicar o cancelamento das atividades letivas não só na data de hoje, mas também na próxima segunda-feira, deu lugar a aflição a angústia não apenas dos alunos, mas principalmente dos pais e dos profissionais que atuam dos educandários e temem pela segurança dos estudantes.
O semblante das poucas pessoas que transitavam pelas calçadas era de desconfiança ou de preocupação. Quem aceitava falar sobre o assunto, não queria se identificar. Alguns falavam em bomba, outros, arriscavam dizer que se tratava de planos oriundo de facções de dentro dos presídios. Entretanto, todos concordavam que a ideia disseminava terror na cidade.
A mãe de uma aluna do sétimo ano, Cátia Wiederkehr, também proprietária de uma padaria que funciona em frente à Escola de Ensino Fundamental Imperatriz Leopoldina, disse que ficou sabendo do suposto ataque pelo grupo de whatsapp do bairro. "Na mesma hora, perguntei para a professora se era verdade e diante da confirmação fiquei apavorada. Eu disse para minha filha que ela não iria para a escola no dia seguinte. Não demorou muito, estavam todos os pais compartilhando a notícia e na sequência começou uma aglomeração de carros aqui em frente à escola para pegar as crianças. Um carro atrás do outro", segundo ela, bateu o pavor de que algo ruim acontecesse com a filha.
O Sindicato dos Professores da rede municipal de Novo Hamburgo se manifestou pelas redes sociais informando que acompanhou na quinta-feira as situações, a manifestação de um possível ataque nas escolas da rede municipal junto à secretaria de educação e considera assertivo não ter aula nesta sexta-feira (8) e no dia 11 e renova o compromisso de tratar os assuntos de educação e de segurança com responsabilidade. As aulas seguiram normal na Rede Estadual, segundo informou a Secretaria de Educação do Estado, que acompanha os fatos junto à Secretaria de Segurança Pública.
Sindicato do Ensino Privado recomenda suspensão das aulas nesta sexta
O Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (SINEPE/RS) informa que, diante das investigações em andamento sobre uma suposta ameaça de atentado a uma escola de Novo Hamburgo, o município optou por suspender preventivamente as aulas da rede pública municipal nos dias 8 e 11 de agosto.
Considerando essa decisão das autoridades municipais, o Sindicato recomenda que as instituições de ensino privadas de Novo Hamburgo também suspendam as atividades presenciais nesta sexta-feira, como medida preventiva e de cuidado com a comunidade escolar. A possível suspensão das aulas na segunda-feira (11) será reavaliada, conforme o andamento das investigações e em diálogo com os órgãos competentes.
O consultor em segurança escolar do SINEPE, André Steren, acompanha a situação em contato direto com a Brigada Militar, prestando apoio técnico e orientações às escolas. O Sindicato permanece atento aos desdobramentos do caso e seguirá prestando informações atualizadas às instituições de ensino e à sociedade.