Polícia

Defensoria Pública faz mutirão de atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica em Porto Alegre

Iniciativa ocorreu em alusão ao Agosto Lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher

DPE realiza mutirão para atendimento a mulher vítima de violência doméstica
DPE realiza mutirão para atendimento a mulher vítima de violência doméstica Foto : Ricardo Giusti

A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE/RS) realizou nesta quinta-feira um mutirão de atendimento voltado a mulheres vítimas de violência doméstica, em Porto Alegre. A ação ocorreu das 10h às 14h, na avenida Sepúlveda, em alusão ao Agosto Lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher.

Organizado pelo Núcleo de Defesa da Mulher (NUDEM), o mutirão contou com defensoras e defensores públicos para prestar esclarecimentos e orientações jurídicas à população. A iniciativa decorre do projeto Defensoria Para Elas, uma iniciativa permanente de enfrentamento à violência de gênero, com foco na promoção de mutirões de atendimento especializado com defensoras e defensores públicos, psicólogas e assistentes sociais.

O projeto também prevê o encaminhamento das vítimas para casas-abrigo e órgãos de proteção; inserções em rádios, jornais e TVs de todas as comarcas, com o objetivo de informar a população e incentivar denúncias; e a realização de palestras, além de rodas de conversa e distribuição de materiais educativos em instituições de ensino.

A defensora pública e dirigente do Núcleo de Defesa da Mulher (NUDEM), Paula Britto Granetto, destacou que a ação ocorreu no mesmo dia em que a Lei Maria da Penha completa 19 anos. Além disso, também destacou os chamados “bancos vermelho”, pintados em memória de cada mulher assassinada.

"A Defensoria Pública está fazendo essa ação de conscientização e também de acompanhamento jurídico das vítimas de violência doméstica, buscando incentivar a sociedade a olhar e combater este problema tão grave. Para isso, também estamos pintando os chamados bancos vermelhos, que representam cada mulher que foi morta. É um símbolo extremamente importante para que a gente não banalize essa violência contra as mulheres. Cada mulher morta é uma história que foi interrompida”, afirmou Paula Granetto.

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