Foi iniciado na manhã desta quarta-feira, 6, o julgamento do casal acusado de envolvimento na morte de Ilza Lima Duarte, 77 anos, ocorrida em fevereiro de 2008, no apartamento onde a idosa morava, no centro de Porto Alegre. O caso está sendo analisado pela 2ª Vara do Júri da Capital e, até o fechamento desta reportagem, o resultado não havia sido divulgado.
Ilza era conhecida na comunidade por trabalhos sociais ligados à Igreja Anglicana. Na época, seu falecimento foi registrado como morte natural. No entanto, amigas desconfiaram das circunstâncias e, após denúncias, descobriu-se que ela havia sido assassinada.
De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), os réus eram vizinhos e amigos próximos da vítima, além de constarem como beneficiários em cinco apartamentos de sua propriedade. A acusação sustenta que o casal teria planejado o homicídio para se apropriar dos bens. Após o crime, no entanto, eles renunciaram à herança e negaram participação no assassinato.
A denúncia inclui também fraude processual, pois o casal teria alterado a cena do crime para simular uma morte natural.
Outros envolvidos já foram julgados. O auxiliar de serviços gerais que executou o assassinato foi condenado e, em depoimento à polícia, afirmou ter sido contratado pelo casal, com a promessa de receber um apartamento como pagamento. Já o ex-porteiro do prédio e a empregada doméstica dos acusados foram absolvidos.