Polícia

Menino estuprado por familiares recebe alta de hospital em Canoas

Criança de dois anos está em abrigo no bairro Niterói

Vítima de estupro recebeu alta do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas
Vítima de estupro recebeu alta do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP

O menino de dois anos que foi estuprado por familiares deixou o Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas, na Região Metropolitana. De acordo com boletim médico, ele recebeu alta nessa quinta-feira, após passar quase dez dias internado. Agora, está aos cuidados do Lar da Criança Padre Franz Neumair, no bairro Niterói.

A medida decorre da destituição do poder familiar, fruto de ação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). O pequeno seguirá no abrigo por tempo indeterminado.

Os pais levaram a criança ao hospital, onde deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em 18 de novembro. Além do abuso sexual, ela também havia sofrido intoxicação com cocaína, segundo exames que identificaram presença da droga e de sêmen em seu organismo.

Uma guarnição do 15º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi acionada por médicos devido ao resultado do laudo, prendendo em flagrante o pai do menino. Aos PMs, informalmente, o homem teria confessado estupro. À Polícia Civil, entretanto, negou autoria do crime. Vale destacar que os pais desse sujeito são alvo de um segundo inquérito sobre abuso de vulnerável, contra outra vítima.

Ainda na mesma data, horas após a internação do menino, o tio dele, também considerado suspeito, acabou rendido por cinco homens armados dentro de casa, no bairro Olaria. Depois, foi obrigado a entrar em um carro. No dia seguinte, teve o corpo localizado na Estrada Antônio José do Nascimento, no Distrito Industrial, na divisa entre Canoas e Cachoeirinha.

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) constatou que o tio foi alvejado sete vezes com pistola de uso restrito, calibre 9 milímetros. Os peritos não descartam que ele possa ter sido violado antes de morrer, pois tinha calças abaixadas e estava de bruços. Tinha 24 anos. Não há testemunhas da execução.

A mãe da vítima permanecia em liberdade no momento desta publicação. “É investigada como suspeita”, garantiu o titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas, Maurício Barison. Conforme o delegado, ela teria dito que o filho passou mal enquanto estava com o pai.

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