Foi sepultado nesta terça-feira, em Esteio, o corpo de Miguel Martins Kosmalski, de dois meses, vítima de um triplo homicídio junto da mãe, Kauany Martins Kosmalski, de 18 anos, e do amigo dela, Ariel Silva da Rosa, 16 anos. Os atos fúnebres do bebê ocorreram no Cemitério Municipal Dois de Novembro, mesmo local dos outros. As vítimas desapareceram em 22 de julho, e, após dois dias, tiveram os cadáveres localizados em um buraco às margens do Rio dos Sinos.
De acordo com o Instituto-Geral de Perícias (IGP), o menino morreu por consequência de traumatismo craniano. Ainda segundo o laudo, os jovens foram mortos a facadas.
Após o sepultamento, Barbara Simone Flores De Brito, vó de Kauany e bisavó de Miguel, clamou por justiça. "Meu coração está partido. O Miguel era tão novo. Ele não merecia isso que fizeram. Agora, só resta esperar que a justiça seja feita e que os responsáveis sejam punidos”, lamentou.
Kauany morava com o bebê na casa da tia-avó, Sinara Ramos, irmã de Barbara. Apesar do pouco tempo de convivência que teve com Miguel, ela relembrou com carinho dos momentos em família.
"Vivemos muitas coisas em apenas dois meses. Nunca vou esquecer do sorrisinho banguela dele. Ainda não acredito no que aconteceu. A dor é inexplicável”, desabafou a familiar, com voz trêmula.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos do crime são uma mulher de 41 anos e o companheiro dela, 46 anos, que atua como pai de santo, além de dois adolescentes, de 15 e 17 anos. O casal está preso preventivamente, e os outros, apreendidos de forma provisória.
Também segundo a investigação, o homem é apontado como pai do filho de Kauany. A apuração policial indicou que o motivo do crime teria sido o fato dele temer que o envolvimento com a jovem, ainda menor de idade na época da relação, pudesse colocar em risco seu posto de líder religioso.
O que diz a defesa do casal
No que tange ao resultado da Perícia, enquanto Advogados de Defesa do casal, nossa manifestação é: trata-se de uma investigação criminal apontando 4 suspeitos e 3 vítimas. Sendo assim, essa Defesa buscará compartimentar a participação e responsabilidade de cada envolvido, emergindo as circunstâncias específicas atinentes a cada caso. Jocemar e Belisia ainda estão sendo investigados, de modo em que a autoria ainda não foi totalmente esclarecida, logo, ainda não há uma acusação formalizada. No entanto, em caso de indiciamento, amparados na Constituição Federal e no devido Processo Penal, com ética, essa Defesa buscará assegurar todos os direitos dos acusados para que a justiça seja realizada em acordo ao que será, ou não, devido a cada um.
Raquel Prates, Gustavo Nagelstein e Eduarda Brandolf
Localização dos corpos
A titular da DP de Esteio, Marcela Smolenaars, disse que o pai de santo admitiu participação no crime e indicou a localização dos corpos. Ainda segundo a delegada, a companheira dele se entregou e também confessou envolvimento.
Conforme Marcela Smolenaars, a investigada teria dito que o companheiro convidou Kauany e Ariel para beber vinho e os levou de carro a um local ermo. Junto aos adolescentes, ela teria ido ao encontro as vítimas após chamar um serviço de aplicativo e, ainda na versão dela, teria matado Kauany a facadas, enquanto o marido esfaqueou Ariel. Depois, os corpos foram transportados até o lugar da desova e as facas, dispensadas.
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