Polícia

Ministério Público deve recorrer de soltura de presos em Alvorada

Promotor vai avaliar caso a caso nesta semana para tentar reverter soltura de 18 detentos no município

Depois de uma decisão judicial que permitiu a soltura de pelo menos 18 presos da Delegacia de Pronto Atendimento de Alvorada, o Ministério Público espera a notificação oficial para recorrer da determinação. O promotor de Justiça Criminal em Alvorada João Cláudio Sidou vai avaliar caso a caso para tentar reverter a liberação dos detentos, devido à superlotação do local.

De acordo com o promotor, um dos detentos liberados compõe uma facção criminosa. Outros casos menos graves, conforme Sidou, estão enquadrados em agressão doméstica, o que enfraquece a possibilidade de reversão da soltura. “Nesses casos, infelizmente, é mais difícil reverter a liberação. De qualquer forma, vamos estudar a ficha criminal de todos os homens que foram soltos”, explica.

O prazo é de cinco dias para que o promotor recorra da decisão do juiz Roberto Coutinho Borba. O magistrado justificou que os detentos passaram três semanas mal alimentados e sem direito a banho e sol.

Outros 12 presos considerados perigosos não foram soltos e seguem detidos na DPPA de Alvorada. Além do município da região Metropolitana, foram liberados 20 detidos provisoriamente no Presídio Central. Em função da superlotação das cadeias, há 273 pessoas aguardando transferências para penitenciárias na região Metropolitana. Os números foram confirmados pela Superintendência dos Serviços Penitenciários do Rio Grande do Sul (Susepe).