Polícia

Ministro descarta aumentar segurança com legalização da maconha no Uruguai

José Eduardo Cardozo destacou êxitos do atual plano de fronteiras

Setores da população uruguaia se mobilizaram durante análise da lei
Setores da população uruguaia se mobilizaram durante análise da lei Foto : Pablo Porciuncula/AFP/CP
Ao comentar a legalização da maconha no Uruguai, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quarta-feira que não serão necessárias novas medidas para garantir a segurança na fronteira do país com o Brasil. “O nosso plano de fronteiras já tem êxitos indiscutíveis do ponto de vista de apreensão e fiscalização. É uma área que o Brasil está cuidando, independentemente das políticas adotadas em qualquer país de nossa fronteira”, disse o ministro.

Cardoso relatou que cada país segue sua dinâmica nas discussões sobre a legalização da droga. “O Uruguai está seguindo este caminho e o Brasil segue o seu. Isso tem que ser respeitado. A discussão continua na sociedade, existe a experiência em vários países e os governos vão avaliando e participando dos debates para tomar as medidas que acharem necessárias”, opinou o ministro no lançamento do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas, o Sinesp.

Apesar da tranquilidade do ministro, o organismo de controle de drogas da ONU lamentou nesta quarta a decisão uruguaia. As Nações Unidas afirmaram que essa decisão viola as normas internacionais e pode revelar-se contrária aos fins do governo. 

Sobre os recentes episódios de violência na Arena Joinville, Cardozo contou que vai se reunir com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, para discutir uma política unificada de segurança nos estádios brasileiros. Para ele o que aconteceu no último sábado é inaceitável. “É possível adotar experiências da Copa das Confederações, a serem implementadas nos estádios de forma permanente”, avaliou o ministro.

Segundo Cardozo, o plano de segurança para Copa do Mundo já foi testado na Copa das Confederações e está dentro das regras e dos padrões de eficiência da Fifa. Na reunião de amanhã serão discutidos apenas aspectos envolvendo os jogos dos campeonatos nacionais e estaduais, a definição dos papéis dos envolvidos – clubes, torcidas organizadas, prefeitura – e as alternativas para coibir a violência entre as torcidas nos estádios. “O que aconteceu em Joinville é repugnante e o Estado brasileiro não pode ficar omisso diante disso”.


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