A noite deste domingo trouxe medo e desesperança para a família da professora Maria Cristina de Lima Santos, 59. Ela e familiares moram desde junho de 2024 no prédio que incendiou pouco depois das 19h, na rua Vigário José Inácio. O apartamento alugado, escolhido por ela no Centro Histórico de Porto Alegre para recomeçar a vida depois da enchente do ano passado, foi parcialmente queimado.
“Estou em choque, não sei o que vai ser da minha vida”, disse a educadora, enquanto assistia, sem alternativa, os Bombeiros tentando conter o fogo.
Maria Cristina soube depois que, desta vez, não havia perdido tudo. Fato que reduz o impacto material, porém não o emocional. A água levou todos os pertences e condenou a casa onde ela vivia com a filha, o neto, que é autista, o genro e a mãe do genro, na Ilha da Pintada. Agora o fogo causar incerteza.
“Eu estava deitada na cama assistindo TV, ouvi um barulho, mas eu não sabia o que era. E aí, de repente, o pessoal do lado começou a gritar que tinha fogo… era uma fumaça, era horrível”, recordou.
O incêndio foi controlado por volta das 20h. Três guarnições do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul seguem no prédio, agora no rescaldo, para evitar que o fogo retorne.
O fogo começou em um apartamento do terceiro pavimento, que foi destruído. O que era ocupado pela professora e familiares teve a sala atingida.
"Ouvi um barulho, fui ver a origem e o escritório estava pegando fogo. Computador, câmera, nem o gato que é o mais importante consegui pegar", contou Leonardo Santos, morador da unidade onde o incêndio teve origem.
Segundo o oficial em serviço dos Bombeiros, capitão Daniel Suchy, nenhuma edificação vizinha sofreu danos. O prédio incendiado, que tem seis moradias, permanecerá isolado. As causas da ocorrência ainda são desconhecidas.
Três pessoas foram atendidas pelo Samu e levadas ao HPS por inalação de fumaça. Já a Defesa Civil do município informou que presta auxílio aos moradores do prédio desalojados.